{"id":2206,"date":"2022-04-20T11:53:44","date_gmt":"2022-04-20T14:53:44","guid":{"rendered":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/?p=2206"},"modified":"2022-04-20T20:10:10","modified_gmt":"2022-04-20T23:10:10","slug":"escola-publica-ou-privada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/2022\/04\/20\/escola-publica-ou-privada\/","title":{"rendered":"Escola p\u00fablica ou privada?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por <span lang=\"pt-BR\">Gleicy Schommer dos Santos*<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\" align=\"justify\"><em>\u201cA escola p\u00fablica \u00e9 muito ruim! De p\u00e9ssima qualidade. A escola particular seria o contr\u00e1rio disso\u201d. Esse discurso \u00e9 bastante frequente. Mas a escola p\u00fablica \u00e9 mesmo t\u00e3o ruim assim? E a escola privada \u00e9 mesmo t\u00e3o boa assim?<\/em><\/p>\n<div class=\"fb-share-button fb_iframe_widget\" data-href=\"https:\/\/pontocritico.org\/31\/08\/2017\/escola-publica-ou-privada\/\" data-layout=\"button_count\" data-size=\"small\" data-mobile-iframe=\"true\"><\/div>\n<div data-href=\"https:\/\/pontocritico.org\/31\/08\/2017\/escola-publica-ou-privada\/\" data-layout=\"button_count\" data-size=\"small\" data-mobile-iframe=\"true\">\n<p align=\"justify\">\u201c<span lang=\"pt-BR\">A escola p\u00fablica \u00e9 muito ruim! De p\u00e9ssima qualidade. Quase ningu\u00e9m consegue se dar bem no Enem. A diferen\u00e7a entre a p\u00fablica e a privada \u00e9 muito grande. \u201d Esse discurso \u00e9 bastante frequente. Mas, vejamos, a escola p\u00fablica \u00e9 mesmo t\u00e3o ruim assim? E a escola privada \u00e9 mesmo t\u00e3o boa assim?<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">Sempre ouvimos falar que a escola p\u00fablica \u00e9 ruim, que \u00e9 horr\u00edvel, que \u00e9 p\u00e9ssima. Que os alunos n\u00e3o s\u00e3o interessados, que os professores s\u00e3o p\u00e9ssimos, etc. Claro, o padr\u00e3o de qualidade \u00e9 a escola privada. Aquela, equipada, estruturada e com professores \u201c<\/span><span lang=\"pt-BR\"><i>top<\/i><\/span><span lang=\"pt-BR\">\u201d. De certo que, ar-condicionado, paredes pintadas, caf\u00e9, almo\u00e7o, livros, uniforme limpo e bem passado, mochila cheia, barriga cheia, tudo isso faz uma enorme diferen\u00e7a e s\u00e3o pontos relevantes na escola privada. Todo o equipamento que falta na escola p\u00fablica, existe ou sobra na escola privada; toda condi\u00e7\u00e3o material que os alunos da escola privada t\u00eam, muitas vezes \u00e9 o maior problema da escola p\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">No entanto, as escolas privadas filiadas \u00e0 grupos financeiros \u2013 que s\u00e3o grande maioria hoje no Brasil, seja como unidade constitutiva do sistema de ensino, seja as escolas que compram um sistema de ensino \u2013 t\u00eam seus materiais did\u00e1ticos previamente selecionados pelo grupo. Assim, os principais crit\u00e9rios nessa escolha s\u00e3o a marca, as editoras que est\u00e3o filiadas \u00e0 rede de empresas e grupos financeiros que administram tamb\u00e9m a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o escolar; ou no caso das escolas que compram um sistema de ensino, os livros a serem utilizados j\u00e1 est\u00e3o muitas vezes automaticamente escolhidos. Isto significa que os professores da rede privada n\u00e3o t\u00eam autonomia alguma sobre a escolha do material, pelos crit\u00e9rios que lhe interessa: conte\u00fado e did\u00e1tica. Por exemplo: existe um grupo financeiro X, que \u00e9 dono de tr\u00eas editoras, sete sistemas de ensino, quatro sistemas de\u00a0<\/span><span lang=\"pt-BR\"><i>softwares<\/i><\/span><span lang=\"pt-BR\">\u00a0e cinquenta unidades escolares. Essas 50 escolas s\u00f3 poder\u00e3o utilizar os livros de uma das 3 editoras, que editem um dos 7 sistemas de ensino do grupo. Enfim, trata-se de um mercado da educa\u00e7\u00e3o, que envolve escolas, rede de escolas, modelos de gest\u00e3o administrativa e pedag\u00f3gica, e a reboque, o material did\u00e1tico. Enquanto que nas escolas p\u00fablicas, desde 2010, com o PNLD \u2013 Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o disponibiliza uma variada gama de livros did\u00e1ticos para toda a rede p\u00fablica do pa\u00eds. Al\u00e9m disso, s\u00e3o os professores que escolhem os livros que usar\u00e3o, e n\u00e3o a administra\u00e7\u00e3o da escola, como no ensino privado.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">O trabalhador de linha de frente dessa produ\u00e7\u00e3o chamada Educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 o professor. E assim como qualquer processo produtivo, precisa atender um perfil tra\u00e7ado pela empresa. As exig\u00eancias para contrata\u00e7\u00e3o s\u00e3o semelhantes a qualquer outro ramo empresarial\/administrativo. Normalmente, os sal\u00e1rios s\u00e3o maiores e as condi\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o tamb\u00e9m melhores no setor privado. Ent\u00e3o, \u00e9 a excel\u00eancia do professorado da rede privada que faz a principal diferen\u00e7a entre as escolas p\u00fablicas e particulares? De fato, a situa\u00e7\u00e3o do professor do ensino b\u00e1sico na rede p\u00fablica \u00e9 lament\u00e1vel. Sobretudo nos estados e em muitos munic\u00edpios Brasil adentro. Temos hoje um quadro em que, a quantidade de professores efetivos n\u00e3o chega \u00e0 metade do total, pois a grande maioria trabalha em regimes de contrata\u00e7\u00e3o, que \u00e9 ainda mais ca\u00f3tico e prec\u00e1rio, visto que cada munic\u00edpio e cada estado \u201cfaz o que pode e como pode\u201d.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">Enfim, podemos observar que, de fato, a infraestrutura e a estrutura, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e sal\u00e1rio dos professores, podem mesmo possibilitar, de maneira muito mais eficiente, melhores resultados. Mas isso \u00e9 suficiente para dizer que a escola privada \u00e9 melhor que a p\u00fablica, de modo generalizado? Talvez seja preciso repensar algumas qualifica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o tomadas rapidamente como evidentes.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">O ensino m\u00e9dio, por exemplo, fase em que o foco s\u00e3o os exames de vestibular e o Enem. No grande mercado da educa\u00e7\u00e3o e do vestibular, os professores preparadores s\u00e3o disputad\u00edssimos no mercado, s\u00f3 os \u201c<\/span><span lang=\"pt-BR\"><i>top\u201d<\/i><\/span><span lang=\"pt-BR\">\u00a0d\u00e3o aula para o 3\u00ba ano e nos cursinhos. Ent\u00e3o, o que um professor precisa fazer para ser \u201c<\/span><span lang=\"pt-BR\"><i>top<\/i><\/span><span lang=\"pt-BR\">\u201d? Primeiro ele precisa ser simp\u00e1tico, ser \u201clegalz\u00e3o\u201d e amigo da galera. Precisa estar atento aos temas cobrados em tais exames dentro de suas disciplinas. Precisa tamb\u00e9m saber como \u201cdesenhar\u201d e \u201cmastigar\u201d o assunto para os adolescentes, afinal, com tantos assuntos para enfiar na cabe\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 tempo para leitura e reflex\u00e3o. Assim, musiquinhas, v\u00eddeos, mapas mentais, s\u00e3o estrat\u00e9gias utilizadas pelos professores \u201c<\/span><span lang=\"pt-BR\"><i>top\u201d<\/i><\/span><span lang=\"pt-BR\">\u00a0para ajudar o aluno a memorizar o assunto. Ele precisa tamb\u00e9m, assim como qualquer trabalhador contempor\u00e2neo, vestir a camisa da empresa.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">A gest\u00e3o no ensino privado assume a forma empresarial, sem culpa ou ressentimentos, afinal, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um \u00f3timo neg\u00f3cio. O mercado do vestibular \u00e9 altamente lucrativo. O aluno que entra bem colocado nas melhores universidades do pa\u00eds \u00e9 propaganda para a escola, gera mais lucro para a empresa. E o professor do ensino m\u00e9dio tem papel fundamental nesse processo. Ele deve tamb\u00e9m, gerenciar sua sala de aula e administrar sua pr\u00e1tica docente e suas rela\u00e7\u00f5es. \u00c9 o professor empreendedor. Dominar o assunto de forma mais completa e aprofundada, fazer pesquisas, despertar a curiosidade e capacidade de reflex\u00e3o dos alunos \u00e9 secund\u00e1rio para ser um professor\u00a0<\/span><span lang=\"pt-BR\"><i>top.<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">O paradoxo desse\u00a0<\/span><span lang=\"pt-BR\"><i>neg\u00f3cio chamado educa\u00e7\u00e3o\u00a0<\/i><\/span><span lang=\"pt-BR\">\u00e9 que, o cliente \u00e9 tamb\u00e9m parte do processo de produ\u00e7\u00e3o e o pr\u00f3prio produto final!<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">Esta sim talvez seja a maior diferen\u00e7a entre a escola p\u00fablica e a privada. Na escola p\u00fablica, o aluno n\u00e3o \u00e9 cliente. O aluno, sua fam\u00edlia e a comunidade s\u00e3o tamb\u00e9m donos da escola, junto \u00e0 dire\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o e professores. O governo n\u00e3o \u00e9 dono da escola p\u00fablica. E o professor, somente na institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica, pode ser aut\u00f4nomo em seu trabalho, pois este \u00e9 um tipo de trabalho que exige autonomia, pois n\u00e3o h\u00e1 produto final. E se n\u00e3o h\u00e1 produto final, n\u00e3o h\u00e1 padr\u00e3o de qualidade a ser seguido, nem c\u00f3digo de barras para rastrear o produto, nem inspe\u00e7\u00e3o do setor de qualidade para verifica\u00e7\u00e3o de tais padr\u00f5es \u2013 isso cabe \u00e0 f\u00e1brica, aos processos de produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. O produto final da escola p\u00fablica \u00e9 o cidad\u00e3o, \u00e9 o ser social, que pode e deve ingressar na universidade, que tamb\u00e9m \u00e9 p\u00fablica, sem que para isso tenha que pagar fortunas e ainda fazer a propaganda da marca gratuitamente.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">A escola funciona como uma experi\u00eancia de sociedade em miniatura, em que as estruturas e externas se encontram tamb\u00e9m em seu interior. Sendo ela a principal institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o das sociedades modernas, tem como fun\u00e7\u00e3o garantir uma socializa\u00e7\u00e3o met\u00f3dica das novas gera\u00e7\u00f5es. Como sugere o fil\u00f3sofo norte-americano John Dewey, a escola deveria promover a democracia no interior da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o. No entanto, quando se trata de uma institui\u00e7\u00e3o privada, cujo interesse maior \u00e9 financeiro, os interesses da comunidade, do p\u00fablico e a \u00e9tica democr\u00e1tica fica em segundo, ou at\u00e9, em \u00faltimo plano.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">Apenas na escola p\u00fablica e na universidade p\u00fablica \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel pensar os interesses comuns, do p\u00fablico. Apenas na escola p\u00fablica \u00e9 poss\u00edvel a experi\u00eancia que Dewey sugere, de compreender e participar da pol\u00edtica, da democracia, enfim, da vida em sociedade. Como sugere ainda o mesmo fil\u00f3sofo, a escola deveria proporcionar experi\u00eancia educacional capaz de recusar todas as formas de totalitarismo e despertar a curiosidade necess\u00e1ria ao pensamento reflexivo. O que certamente, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel no ensino p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">\u00c9 preciso refletir os conceitos de qualidade educacional. Pois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que esse sistema e tais padr\u00f5es empresariais agradem algu\u00e9m que n\u00e3o seja os pr\u00f3prios empres\u00e1rios que lucram com tal neg\u00f3cio. \u00c9 poss\u00edvel notar que, os mais interessados, que s\u00e3o os pr\u00f3prios alunos, a eles tampouco agrada esse sistema fabril de educa\u00e7\u00e3o. Eles mesmos se sentem, como j\u00e1 ouvi certa feita, \u201cc\u00f3digos de barras\u201d, ou at\u00e9 mesmo em uma cadeia de produ\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00f5es e resultados. Muitos se sentem extremamente estressados, cansados, pressionados. E se eles n\u00e3o entrarem no ritmo que a escola imp\u00f5e, automaticamente s\u00e3o diagnosticados com algum\u00a0<\/span><span lang=\"pt-BR\"><i>d\u00e9ficit<\/i><\/span><span lang=\"pt-BR\">\u00a0ou s\u00e3o geniais demais para os padr\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">Quanto mais acess\u00edvel for uma escola, mais plural e heterog\u00eanea ela ser\u00e1. Assim, a experi\u00eancia democr\u00e1tica ser\u00e1 t\u00e3o mais efetiva. Quanto mais seletiva, ou restrita a certas camadas sociais, menos democr\u00e1tica, menos plural ela ser\u00e1. E essa l\u00f3gica se reproduz e \u00e9 reproduzida na e pela sociedade.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">A crian\u00e7a que cresce em meio \u00e0 diversidade e experi\u00eancias heterog\u00eaneas, ter\u00e1, certamente, uma maior percep\u00e7\u00e3o da realidade. Quando se cresce e s\u00f3 se convive com iguais, \u201cprotegido\u201d pelos muros do condom\u00ednio e pelas cercas e catracas da escola, menor ser\u00e1 sua percep\u00e7\u00e3o da realidade.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">Para aprimorar a democracia e melhor viver em sociedade \u2013 junto com o \u201coutro\u201d, e n\u00e3o apenas o tolerando, numa atitude de indulg\u00eancia \u2013 \u00e9 preciso conhecer um pouco do outro e ser capaz de sensibilizar-se ao sofrimento alheio e \u00e0 injusti\u00e7a! E essa educa\u00e7\u00e3o, somente a escola p\u00fablica pode oferecer.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span lang=\"pt-BR\">N\u00e3o! A escola privada definitivamente n\u00e3o \u00e9 melhor que a p\u00fablica!<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"pt-BR\">Gleicy Schommer dos Santos<i>\u00a0\u00e9 professora no ensino m\u00e9dio e superior. Soci\u00f3loga, na \u00e1rea de Sociologia da Educa\u00e7\u00e3o. Apaixonada por Educa\u00e7\u00e3o e defensora do ensino p\u00fablico.<\/i><\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>Obs. Publicado incialmente em <a href=\"https:\/\/pontocritico.org\/31\/08\/2017\/escola-publica-ou-privada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PontoCr\u00edtico<\/a> em 31 de agosto de 2017.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/2022\/04\/20\/escola-publica-ou-privada\/\">Leia mais&#8230; &raquo;<\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2206","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2206"}],"collection":[{"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2206"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2206\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2218,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2206\/revisions\/2218"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}