{"id":2433,"date":"2022-11-20T15:56:21","date_gmt":"2022-11-20T18:56:21","guid":{"rendered":"https:\/\/profanum.com.br\/?p=845"},"modified":"2022-11-20T15:56:21","modified_gmt":"2022-11-20T18:56:21","slug":"sobre-despir-se-dos-privilegios-uma-critica-da-razao-condescendente-por-jose-edilson-teles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/2022\/11\/20\/sobre-despir-se-dos-privilegios-uma-critica-da-razao-condescendente-por-jose-edilson-teles\/","title":{"rendered":"&#8220;Sobre despir-se dos privil\u00e9gios: Uma cr\u00edtica da raz\u00e3o condescendente&#8221;, por Jos\u00e9 Edilson Teles"},"content":{"rendered":"\n<!--more-->\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><\/p><cite>&#8220;A popula\u00e7\u00e3o brasileira percebe a exist\u00eancia do racismo, falta o passo seguinte que \u00e9 reconhecer a necessidade de combat\u00ea-lo&#8221;. <br>S\u00e9rgio COSTA, Dois atl\u00e2nticos, 2006, p. 218.<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Sem delongas, direto ao ponto. A naturaliza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas cotidianas que estruturam o racismo por meio de t\u00e9cnicas e procedimentos requer urgente celeridade nos debates sobre os privil\u00e9gios. Argumento desde j\u00e1 a necessidade de uma cr\u00edtica \u00e0 raz\u00e3o condescendente: n\u00e3o basta lembrar que as popula\u00e7\u00f5es negras existem apenas em alguns dias dos meses de maio (por ocasi\u00e3o de um mito da \u201cprincesa libertadora\u201d) ou novembro (sobre o qual alguns ainda vociferam por uma \u201cconsci\u00eancia humana\u201d) e, em seguida, retomar a vida ordin\u00e1ria com frases do tipo \u201co pr\u00f3prio negro n\u00e3o se valoriza\u201d ou \u201cn\u00e3o sou racista, tenho at\u00e9 um amigo\/empregado negro\u201d. As datas comemorativas s\u00e3o, deveras, importantes no calend\u00e1rio nacional. Contudo, a condescend\u00eancia tempor\u00e1ria manifesta em conversas apressadas e atividades pedag\u00f3gicas protocolares do mito da democracia racial materializada em cartolinas esquec\u00edveis s\u00e3o incapazes de produzir consci\u00eancia hist\u00f3rica sobre as lutas e resist\u00eancia de povos subalternizados. Na verdade, esses protocolos mais ocultam que desvelam. Na contram\u00e3o da raz\u00e3o condescendente, \u00e9 preciso tornar urgente e di\u00e1rio o debate sobre quest\u00f5es raciais capazes de produzir inc\u00f4modos entre os que se beneficiam de um sistema de privil\u00e9gios e promover engajamentos numa luta verdadeiramente antirracista. Protocolos s\u00e3o meios instrumentais e n\u00e3o fins.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Por conta dos limitados recursos da linguagem, toda defini\u00e7\u00e3o \u00e9 arbitr\u00e1ria e, portanto, deixa escapar alguma coisa do fen\u00f4meno que busca apreender. Sem contar que os objetos de nomea\u00e7\u00e3o variam no tempo e espa\u00e7o. O mesmo acontece com as concep\u00e7\u00f5es que procuram abarcar o que chamamos de \u201cracismo\u201d, pois o engajamento antirracista depende do modo como \u00e9 mobilizado. Al\u00e9m disso, o mito da democracia racial que \u201crespiramos\u201d produz um ocultamento. Precisamos, pois, de uma concep\u00e7\u00e3o capaz de desvelar os mecanismos de poder que insistem em manter-se na invisibilidade. Se tomarmos a defini\u00e7\u00e3o de <em>racismo<\/em> como um dispositivo de poder no sentido dado por Michel Foucault (2009 [1970]), teremos condi\u00e7\u00f5es de problematizar uma s\u00e9rie de t\u00e9cnicas e procedimentos que operam cotidianamente na forma\u00e7\u00e3o dos sujeitos. Desse ponto de vista, veremos que o sistema de privil\u00e9gio que confere vantagens ao sujeito branco \u00e9 operado pelo racismo como um dispositivo de poder. O sujeito branco que se beneficia desses privil\u00e9gios, ainda que inconscientemente, e deseja participar de uma luta antirracista, n\u00e3o basta o jogo de condescend\u00eancia tempor\u00e1ria. \u00c9 preciso despir-se dos privil\u00e9gios cotidianamente.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Avancemos um pouco mais. A partir da d\u00e9cada de 1990, alguns pesquisadores passaram a problematizar os privil\u00e9gios da identidade racial branca em diferentes contextos, nomeando-a de \u201cbranquidade\u201d. Ruth Frankenberg (2004) argumenta que a \u201cbranquidade\u201d \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o de poder configurada pelo sistema colonial que confere privil\u00e9gios materiais e simb\u00f3licos aos sujeitos brancos. Al\u00e9m disso, essa ideologia produz um jogo sofisticado de classifica\u00e7\u00e3o de onde o sujeito branco v\u00ea a si mesmo como padr\u00e3o normativo de ser humano e os outros, tidos como \u201cdesviantes\u201d desse padr\u00e3o normativo. A face cruel dessa ideologia \u00e9 desvelada quando se verifica que ela produz n\u00e3o apenas hierarquias externas entre brancos e outros grupos racializados, mas tamb\u00e9m entre n\u00edveis de brancos ideais. Ou seja, o sujeito que se considera branco na periferia do capitalismo (e que exibe com orgulho seus tra\u00e7os europeus) passa mal ao descobrir que \u00e9 um branco de categoria \u201cinferior\u201d em outros lugares. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 engajamento antirracista poss\u00edvel sem o desvelamento dessa ideologia racial branca global.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Silvio Almeida, no libelo seminal <em>Racismo estrutural<\/em>, publicado em 2019, prop\u00f5e a tese de que o racismo \u00e9 sempre estrutural na medida em que integra a ordem econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social. Conforme esse autor, o racismo n\u00e3o \u00e9 apenas um fen\u00f4meno psicol\u00f3gico ou um conjunto de atos discriminat\u00f3rios relacionados a comportamentais individuais, tal como sup\u00f5e a concep\u00e7\u00e3o individualista que ainda marca as defini\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas correntes, segundo as quais a solu\u00e7\u00e3o limita-se \u00e0 esfera da lei. T\u00e3o pouco se trata de um fen\u00f4meno patol\u00f3gico, um tipo de irracionalidade que toma de assalto indiv\u00edduos monstruosos e de mau car\u00e1ter, sobre os quais nos indignamos (com raz\u00e3o, diga-se) todas as vezes que assistimos os notici\u00e1rios. O problema \u00e9 mais complexo. O sujeito capaz de se indignar diante dos notici\u00e1rios \u00e9, ao mesmo tempo, o sujeito que reproduz o racismo em outros n\u00edveis discursivos, pois esse dispositivo de poder \u00e9 exercido por pequenas t\u00e9cnicas e procedimentos \u2013 nos termos de Foucault. O sujeito que diz \u201cprecisamos acabar com o racismo\u201d \u00e9 capaz de articular ao mesmo tempo o argumento de que \u201co negro n\u00e3o se valoriza\u201d. O sujeito que deseja \u201cigualdade\u201d de oportunidade para todos expressa ao mesmo tempo o medo de \u201cperder\u201d a vaga para cotistas e n\u00e3o hesita em reproduzir o que Maria Aparecida Silva Bento (2002) chama de \u201cpactos narc\u00edsicos\u201d para proteger seus privil\u00e9gios \u201camea\u00e7ados\u201d. O sujeito que se gaba dos \u201cesfor\u00e7os\u201d merit\u00f3rios individuais, sem considerar as condi\u00e7\u00f5es materiais de desigualdade, justifica em seguida o lugar de subalternidade dos corpos abjetos. Em termos gerais, \u00e9 isso que chamamos de t\u00e9cnicas e procedimentos que mantem privil\u00e9gios.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O conceito de \u201cracismo estrutural\u201d, tal como sintetizado por Silvio Almeida, tem a vantagem de superar a concep\u00e7\u00e3o individualista com a qual fomos socializados e destacar o aspecto sist\u00eamico do racismo. Nesse sentido, o racismo \u00e9 concebido como a coluna central sobre a qual as rela\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas foram edificadas, sedimentadas e naturalizadas ao longo de s\u00e9culos. De modo radical, isso implica em dizer que as rela\u00e7\u00f5es e os afetos que constituem o sujeito s\u00e3o estruturados pelo racismo! Essa \u201cestrutura\u201d sofisticada garante a distribui\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gios a certos grupos que dominam as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f4micas, jur\u00eddicas e sociais. Logo, as institui\u00e7\u00f5es \u2013 ocupadas por pessoas, n\u00e3o esque\u00e7am! \u2013 materializam essa estrutura na medida em quem legitimam e naturalizam um sistema de privil\u00e9gios em diferentes graus. Sim, leitor, ainda que n\u00e3o queiramos, n\u00e3o escapamos disso. Como despir-se dos privil\u00e9gios e participar de uma luta antirracista? Fa\u00e7o, a seguir, uma s\u00edntese de um debate muito recente acerca da \u201cbranquidade\u201d (BENTO, 2002; FRANKENBERG, 2004; LORDE, 2009; SCHUCMAN, 2014; ALMEIDA, 2019; RIBEIRO, 2019).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em primeiro lugar, assim como o machismo n\u00e3o \u00e9 problema das mulheres e a homofobia n\u00e3o \u00e9 problema da comunidade LGBTQUIA+, mas de uma masculinidade t\u00f3xica, do mesmo modo o racismo n\u00e3o \u00e9 problema das v\u00edtimas racializadas, mas da ideologia racial branca que confere privil\u00e9gios a corpos tidos como ideais. Os sujeitos brancos que desejam engajar-se numa luta verdadeiramente antirracista, para al\u00e9m de protocolos condescendentes tempor\u00e1rios, precisam despir-se cotidianamente dos privil\u00e9gios que os beneficiam \u2013 ainda que n\u00e3o tenham consci\u00eancia disso. Como venho insistindo, n\u00e3o se trata de uma condescend\u00eancia tempor\u00e1ria, tal como aprendemos em protocolos escolares esquec\u00edveis, mas de um exerc\u00edcio di\u00e1rio de despojar-se de heran\u00e7as materiais e simb\u00f3licas que lhe confere vantagens.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em segundo lugar, o debate contempor\u00e2neo chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que as estrat\u00e9gias antirracistas precisam articular a quest\u00e3o da ra\u00e7a, classe e g\u00eanero como um projeto de luta interseccional, pois, como diria Audre Lorde, \u201cn\u00e3o h\u00e1 hierarquias de opress\u00e3o\u201d (2009). Se o racismo estrutural disp\u00f5e de uma linguagem global (porque foi constru\u00edda para ser \u201cnaturalizada\u201d), como \u00e9 o caso dos defensores da supremacia branca, \u00e9 preciso que suas implica\u00e7\u00f5es sejam pensadas em m\u00faltiplas escalas. Um projeto antirracista precisa dar-se conta dos diferentes tipos de opress\u00e3o e combat\u00ea-los em conjunto (se poss\u00edvel, com tecnologias an\u00e1logas). Uma luta por \u201crecortes\u201d e pela metade \u00e9 incapaz de enfrentar as diferentes hierarquias.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em terceiro lugar, \u00e9 preciso investir em pol\u00edticas p\u00fablicas permanentes, despidas da l\u00f3gica de condescend\u00eancia que marcam nossas pedagogias. Do ponto de vista da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, isso implicaria a necessidade de atua\u00e7\u00e3o por meio de pol\u00edtica de a\u00e7\u00e3o afirmativa, por meio de mecanismos eficientes de criminaliza\u00e7\u00e3o do racismo e por meio da norma universal de oportunidade. Se as institui\u00e7\u00f5es reproduzem a l\u00f3gica de manuten\u00e7\u00e3o dos privil\u00e9gios, \u00e9 por meio da ocupa\u00e7\u00e3o dessas institui\u00e7\u00f5es que se devem promover princ\u00edpios de equidade e repara\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Por fim, se o racismo \u00e9 uma realidade incontest\u00e1vel, estrutural e institucionalizado, \u00e9 preciso criar a necessidade de combat\u00ea-lo em diferentes n\u00edveis. Os que desejam combat\u00ea-lo de modo eficaz precisam desconfiar dos protocolos pedag\u00f3gicos esquec\u00edveis que venho criticando. Nos termos de Angela Davis: \u201cnuma sociedade racista, n\u00e3o basta n\u00e3o ser racista, \u00e9 necess\u00e1rio ser antirracista\u201d. Ainda nessa dire\u00e7\u00e3o, bell hooks (1990) argumenta que os sujeitos brancos precisam fazer autocr\u00edtica e, no engajamento de uma luta antirracista, participar da desmistifica\u00e7\u00e3o da branquidade como forma de dom\u00ednio. Do contr\u00e1rio, perpetuaremos o mito da democracia racial ritualizado no carnaval entre fevereiro e mar\u00e7o! Do contr\u00e1rio, continuaremos a realizar \u2013 sem efeito \u2013 atividades pedag\u00f3gicas em cartolinas nos meses de maio e novembro! Pais, supostamente preocupados com a educa\u00e7\u00e3o de seus filhos, continuar\u00e3o reclamando de atividades pedag\u00f3gicas sobre cultura afro-brasileira ao mesmo tempo em que exaltam mitologias greco-romanas e n\u00f3rdicas! Sem dar-se conta, gest\u00e3o escolar, professores, pais e alunos entram num <em>loop<\/em> de protocolos ineficazes e esquec\u00edveis, anos ap\u00f3s anos, incapazes de lidar com as t\u00e9cnicas e procedimentos que estruturam o racismo e os privil\u00e9gios materiais e simb\u00f3licos da branquidade. Se quiserem participar de uma luta antirracista, dispam-se da raz\u00e3o condescendente e seletiva j\u00e1!.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">ALMEIDA, Silvio Luiz de. <em>Racismo estrutural<\/em>. S\u00e3o Paulo: Sueli Carneiro\/P\u00f3len, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">BENTO, Maria Aparecida Silva. <em>Pactos narc\u00edsicos no racismo: branquitude e poder nas organiza\u00e7\u00f5es empresariais e no poder p\u00fablico<\/em>. Tese de doutorado (Psicologia), Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">COSTA, S\u00e9rgio. <em>Dois atl\u00e2nticos: Teoria social, anti-racismo, cosmopolitismo<\/em>. Belo Horizonte: Editora UFMG\/Humanitas, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">FOUCAULT, Michel. <em>A ordem do discurso<\/em>. Edi\u00e7\u00f5es Loyola 2009 [1970].<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">FRANKENBERG, Ruth. \u201cA miragem de uma Branquitude n\u00e3o marcada\u201d. In: WARE, Vron. (Org.), <em>Branquidade, identidade branca e multiculturalismo. <\/em>Rio de Janeiro: Garamond, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">HOOKS, bell. <em>Yarning<\/em>. Boston: South and Press, 1990.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">RIBEIRO, Djamila. <em>Pequeno manual antirracista<\/em>. Companhia das Letras, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">SCHUCMAN, Lia Vainer. \u201cBranquitude e poder: revisando o \u2018medo branco\u2019 no s\u00e9culo XX1\u201d. In: Revista da ABPN, v. 6, n. 13: mar. \u2013 jun. 2014.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">LORDE, Audre. \u201cN\u00e3o h\u00e1 hierarquias de opress\u00e3o\u201d. In: Textos escolhidos, 2009.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":849,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[18,36],"tags":[73,88,245,250,251],"class_list":["post-2433","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidadania-e-direitos-humanos","category-jose-edilson-teles","tag-branquidade","tag-consciencia-negra","tag-privilegios","tag-racismo","tag-racismo-estrutural"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/krisis.univasf.edu.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/palestra-e2809cgrafismo-indc3adgenae2809c-pela-profa-dra-lux-vidal1.jpeg?fit=1059%2C1022&ssl=1","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2433"}],"collection":[{"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2433"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2433\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2433"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/krisis.univasf.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}